Publicado por: Cid | Junho 24, 2008

Huayna Potosí – Bolívia – 6088m

O Huayna Potosí (6088 m) está situado a 25 km de La Paz, e une a linha da Cordillera Real…

O Huayna Potosí (6088 m) está situado a 25 km de La Paz, e une a linha da Cordillera Real ao maciço de Mamacora Taquesi e do Condoriri (ou Kondoriri) por uma cadeia de picos menores porém abruptos.
A montanha
É uma montanha bastante procurada por sua rota normal que é facilmente acessível pela carretera La Paz – Zongo que passa próxima à montanha.
À beira dessa mesma carretera (não asfaltada) há um primeiro refu úgio, uma casa modesta mas muito acolhedora, em cujas imediações pode-se acampar. Esta casa refúgio pertence a San Calixto. Situada a poucos kilometros do refúgio de San Calixto, na borda da represa Milluni – Zongo, existe outro refugio privado que pertence a uma agência de turismo de aventura de La Paz.
Em três horas, descansando pode-se chegar ao acampamento alto de “Las Piedras”, a 1 hora do acampamento “Argentino” (5.390 m.). É preferível pernoitar em “Las Piedras” (5.150 m.).
O Huayna Potosí, é atualmente o destino de muitos turistas ansiosos para alcançar uma vez na sua vida uma montanha com 6.000 m. Com razão os guias de alta montanha o consideram como seu “plano cotidiano” durante todo o ano. Em 2 dias, saindo de La Paz, se chega ao cume e se retorna para a capital. Por isto dezenas de agências não especializadas oferecem a rota a preços baixos.
Sem dúvida a rota normal é fácil, porém, a face oeste e noroeste apresentam dificuldades técnicas importantes que só andinistas com muita experiência podem pensar em escalar.
Arenas e pilares de 800 a 1000 m, convertem o Huayna Potosí na montanha símbolo de La Paz.
Existe pouca bibliografia a respeito do Huayna Potosí, o Caca Aca, somente alguns estudos geográficos como o de Gonzalo Silva Sanjinés, “La Cordillera Real de Los Andes”, Editorial Librería “La Juventud 1996, com um prólogo de José Carmalinghi (j.r) grande conhecedor do lugar: “Estudios glaciológicos de la O.R.S.T.O.M. (Instituto francés); o “The American Alphine Journal” dos Estados Unidos, que recolhe dados alpinísticos desde as primeiras décadas. Entre tão poucas fontes de informação geral, é difícil resgatar alguma informação de sua história.
O Huayna Potosí, absorve cerca de 38% das preferências dos montanhistas estrangeiros que visitam a Bolívia.
O Huayna Potosí, é o nevado mais procurado de abril a outubro, nestes meses se vê invadido de turistas e montanhistas, en 1999, subiram 760 escaladores, e no ano 2000, 990 turistas e montanhistas!! Impressionante, em agosto de 2001, 130 pessoas por dia!! (Segundo dados recolhidos nos refúgios). O Huayna Potosí oferece somente uma rota acessível para turistas, a rota normal.
As demais vias são: Face Oeste, 4 rutas de nivel D – 2 difíceis e D – 3 difíceis; Face Noroeste, 2 rotas de nível D superior; a Face Norte de nivel D superior, o Pico Mesili de nivel AD – 2; a travessia integral do Huayna Potosí pelas arestas do Pico Milluni ao Pico Norte, de nivel A D.
Este nevado está em todos os guias turísticos, assim como nos catálogos das agências internacionais.
Efetivamente, situado na borda dos vales subtropicais e incomodamente assentado sobre o restante do altiplano boliviano é continuamente alvo de ventos, tormentas elétricas. Ultimamente se notam avalanches.

História – Primeiras Escaladas ao Huayna Potosí
A história do Huayna Potosí é confusa e parece que o grande especialista inglês dos Andes Meridionais, Sir Martín Conway haveria tido dúvidas quanto a geografia deste “senhor” dos Andes Bolivianos.
Em 1877, quando o francês Charles Wiener e seus companheiros de Illimani fazem uma tentativa de escalada que, como temos visto, se viu coroada com êxito, um grupo de alpinistas alemães tenta a ascensão do Huayna Potosí.
Sem equipamento, desprovidos de víveres e praticamente sem nenhuma informação, se lançam para o alto desconhecido apesar de sua proximidade da cidade.
Quatro deles teriam de encontrar um destino trágico, acima dos 5.600 m de altitude; os outros dois, desesperados tentan uma descida arriscada pelo glaciar.
Porém a neblina estava ali fazia uma semana e são dois metros de neve profunda recém caída, o que impede uma progressão rápida.
Depois de 11 dias passados e em condições climáticas espantosas, os dois alpinistas chegam ao colo de Zongo a 4890 m, onde morrem de esgotamento.
Em 9 de setembro de 1898, outra expedição provavelmente austríaca tenta sua vez na aventura; desceram também depois de 5 dias passados a 5.900 m.
Em 1919, os alemães R. Dienst e O. Lhose, chegam enfim ao cume da ponta sul, ligeiramente mais baixa que a norte, neste mesmo momento, os italianos e os suiços fazem várias incursões no cume vizinho e fracassam em seu intento, o que os leva ao Condoriri sen lograr maior êxito. Este último se encontra muito próximo do Huayna Potosí.
A partir de 1940 que os italianos junto com Pietro Chiglione, chefe da expedição chegaram a pisar pela primeira vez alguns cumes vizinhos do Huayna Potosí, como o Taquesi, Cumacutincora e Michuloma, dos quais nenhum chega aos 6000 m. Sem embargo, levando em conta as possibilidades técnicas da época, estas escaladas representam dimensões de verdadeiras explorações que bem podem ser consideradas como façanhas.
En 1950, o Huayna Potosí é objeto de uma ascensão internacional; sua proximidade da capital unida a sua beleza fazem dele, junto com o Condoriri, o Illimani e o Illampu, um dos cumes mais cobiçadas da Cordillera Real.
Depois das vias normais, sudeste e noroeste, que se unem a um outro cume, as faces oeste as arestas norte se impõem como linha direta para alcançar o ponto culminante. Várias tentativas franco bolivianas, alemãs e americanas, fracassan.
Somente em 1969 que o americano, Roman Labat abre uma via lógica até o cume pela aresta Noroeste cortando uma parte da face oeste. Pouco depois, uma equipe alemã faz a aresta integralmente (Rudolf Knott, Peter Schleyer e Otto Ekkehart).
Em 1970, a verdadeira rota desta face, partindo da base do cume norte, estava por abrir. Ernesto Sánchez e Alain Mesili trataram de escalar sem êxito, depois de passados 4 dias em péssimas condições climáticas e quase sem material; uma queda de Mesili sob as estrias entre os blocos de gelo deteriora a situação moral e física dos dois escaladores.
Acima dos 5.600 m., um bloco de pedra corta a corda em várias partes e se decide pela descida. Seriam necessárias 15 horas de cramponagem de descida metro a metro, entre nevascas e trovoadas, pelas pendentes de 55º a 60º graus para chegar à rota principal.
Em 1977 os franceses Cristian Jacquier, Dominique Chapuis e Christian Charriere, abrem exitosamente a primeira via, pelo extremo lado direito da parede, saindo assim pela parte baixa do pico sul.
Em julho de 1978, Michel e Jean Affansief traçan uma via quasi idêntica a anterior.
Em setembro do mesmo ano, Frederic Faure, Guy Challeat, Yves Levy e Alain Mesili, abrem uma via pela borda do cume principal.
O Huayna Potosí apresenta um atrativo especial, uma atração estética para o alpinista.
Nestes últimos anos, a via normal tem sido escalada centenas de vezes por temporada, o que é comparável ao Huascarán na Cordillera Blanca do Peru, o que denota por outro lado uma mudança de atitude no que se refere ao interesse que despertam as montanhas situadas nos confins dos Andes para o europeu acostumado aos Andes peruanos.
Fonte: andes-mesili.com


Deixe uma resposta

Sua resposta:

Categorias